sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Roadies do Jota Quest

Roadies do Jota Quest (Passagem de som em Avare, São Paulo):
http://www.youtube.com/watch?v=2wZ6lGSRh9k

Roadies do Jota Quest (Passagem de som em Brasilia):
http://www.youtube.com/watch?v=de1cjdk4RCQ

Roadie do PJ - Renato Tommaso
http://www.youtube.com/watch?v=zUZ-p40j3e4

Roadies do Rappa

Roadies do Rappa:
http://www.youtube.com/watch?v=n4z0v_mXw5g

Roadies do Rappa (Montagem de Bateria):
http://www.youtube.com/watch?v=RZsEY8OLDbY

Roadies do Rappa (Montagem em Caratinga MG):
http://www.youtube.com/watch?v=Fa2fx_yPIns&feature=related

Roadies do Rappa (Passagem de som em São Luis, Maranhão):
http://www.youtube.com/watch?v=DZuSvzf9d_0&feature=related

Roadies do Rappa (D2, Lázaro Ramos e Humberto Gessinger):
http://www.youtube.com/watch?v=MwUihSJAovI

Roadies do Rappa (Backstage em Alegre ES):
http://www.youtube.com/watch?v=25XnR2EZaGc

Roadie do Rappa - Pato Rouco:
http://www.youtube.com/watch?v=j0iB1elDPaI

Dunlop TV

Dunlop TV - Programa que mostra alguns Roadies de artistas conhecidos internacionalmente.

Dunlop TV - Adam Day, Guitar Tech for Slash
http://www.youtube.com/watch?v=xsUKtl9SgUM

Dunlop TV - McBob, Bass Tech for Duff McKagan
http://www.youtube.com/watch?v=4VN9vdwxw8M

Dunlop TV - Jason Baskin, Guitar Tech for Muse
http://www.youtube.com/watch?v=qFCD9jGlB74

Dunlop TV - Shane Goodwin, Bass Tech for Muse
http://www.youtube.com/watch?v=YSsE-skFkv4

Dunlop TV - Jerry Cantrell, Guitar Tech for Punk Rock Dave
http://www.youtube.com/watch?v=938N6aj_c08

Dunlop TV - Chinner Winstead, Guitar Tech for Mike Campbell
http://www.youtube.com/watch?v=hZ0gifhPA3g

Dunlop TV - Trace Foster, Guitar Tech for Joe Perry's
http://www.youtube.com/watch?v=lz20XxjSbnc

Dunlop TV - Marco Moir, Guitar Tech for Brad Whitford's
http://www.youtube.com/watch?v=WlP1_g3yjSs

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Entrevista com Roadies no Fanzine (TV Cultura)

Entrevista com Roadies no Fanzine (TV Cultura) Parte 01
http://www.youtube.com/watch?v=VLQ0FwHWw2k

Entrevista com Roadies no Fanzine (TV Cultura) Parte 02
http://www.youtube.com/watch?v=tOVMNR7wvW0

Entrevista com Roadies no Fanzine (TV Cultura) Parte 03
http://www.youtube.com/watch?v=NmGVkiouquQ

Entrevista com Roadies no Fanzine (TV Cultura) Parte 04
http://www.youtube.com/watch?v=6VRBc3GyG_4

Entrevista com Roadies no Fanzine (TV Cultura) Parte 05
http://www.youtube.com/watch?v=0DmXdmOLYd4

Roadies comentam assassinato de Dimebag

Esse é o resumo do depoimento de dois roadies que presenciaram o massacre no dia 08/12/2004, no Alrosa Vila em Ohio.

Naquela tarde tudo parecia normal, até que após a passagem de som, Jeff "Mayhem" Thompson (segurança do DAMAGEPLAN que acabou sendo morto no tiroteio), foi obrigado a expulsar do local um indivíduo que ali estava incomodando; entretanto no meio da música isso é praxe, e ninguém suspeitava que se tratava de alguém realmente perigoso. Logo após, um novo incidente, a caminhonete de Nathan Gale (o assassino) estava estacionada atrás do ônibus da banda e o proprietário foi advertido várias vezes pelo sistema de som da casa para que a tirasse de lá, sob pena de ser guinchada.

O show estava para começar, um dos roadies foi à direção do bar, quando de repente ouviram-se os primeiros tiros. Dimebag estava caído no chão e no palco notava-se um enorme tumulto. Ouvia-se o “feedback” da guitarra que havia caído junto com Dimebag Darrell. Imediatamente ele se moveu para o palco, agarrou Vinnie Paul (baterista do Damageplan e irmão de Dimebag) e o levou para um local seguro.

O outro roadie foi à última pessoa que conversou com Dimebag, e no momento dos tiros estava a poucos metros de distância. Gale entrou no palco pela direita e moveu-se em direção de Darrell. Ninguém da segurança conseguiu alcançá-lo, Gale desferiu pelo menos cinco tiros à queima-roupa no corpo do guitarrista, e um tiro final que atingiu a cabeça de Dimebag o levando ao chão. Segundo o roadie, Darrell morreu antes de cair ao chão, e nada e ninguém poderia salvá-lo naquele momento. Um ruído produzido pela guitarra ecoava pelo ambiente.

Após esse momento, o atirador ergueu a arma e apontou para um dos roadies, porém ele foi interceptado por "Mayhem" e Erin "Stoney" Halk, que estavam desarmados e arriscaram suas vidas na tentativa de impedir que aquela barbárie continuasse. Gale, que era ex-fuzileiro naval, trocou o pente de sua 9mm semi-automática e num piscar de olhos matou Mayhem e Erin Halk. Gale tinha uns cinco pentes de munições em seus bolsos. Com os seguranças mortos, o atirador recarregou a arma e continuou ferindo pessoas que ali estavam.

Nathan Bray, um fã da banda, subiu no palco e num ato heróico tentou reanimar Dimebag com massagens cardio-pulmonares. Acabou sendo atingido também pelo atirador e morreu heroicamente ao lado de seu ídolo.

Nesse momento foram vistos alguns policiais em posições defensivas dentro do clube, Gale pegou um refém na tentativa de escapar do local. Foi quando o policial James Niggemeyer que adentrou o clube pelos fundos, acertou Gale com um tiro fatal, sem ferir o refém. E assim a carnificina que durou poucos minutos chegou ao final, num dos dias mais tristes de toda a história do Heavy Metal.

Os roadies Jon e Tubbs que presenciaram essas cenas disseram que precisarão de um bom tempo para se recuperar de tal choque, porém não desistirão de suas profissões.

Máteria:
Oswaldo Gasser

Contéudo Retirado do Site:
http://whiplash.net/materias/news_927/021744-damageplan.html

Lemmy: Falando sobre sua vida como Roadie de Jimi Hendrix

Steve Appleford, da RollingStone.com, reporta: antes dele se tornar o legendário vocalista/baixista do MOTÖRHEAD, Lemmy Kilmister passou um tempo como roadie para o Jimi Hendrix no final dos anos 60, preparando as guitarras para suas explosivas performances – e catando os caquinhos das caixas destruídas após os shows. Em homenagem a nossa última edição fazendo uma crônica sobre os últimos dias e gravações perdidas de Hendrix, nos encontramos com Kilmister na SXSW, onde ele estava promovendo o documentário “Lemmy”, para um olhar no passado na época em que ele esteve com a lenda da guitarra.

Eu estava dormindo no chão da casa de Neville Chester [Roadie do Jimi Hendrix] – ele dividia um flat com Noel Redding, então sempre que eles precisavam de um par extra de mãos eu estava lá. Eu não consegui o serviço por ter talento ou qualquer coisa assim. Mas eu vi muito o Jimi tocar. Duas vezes por noite por uns três meses. Eu o vi tocar nos backstages também. Ele tinha uma guitarra Epiphone velha – era uma doze cordas encordoada como uma seis cordas – e ele costumava ficar de pé numa cadeira no backstage e tocá-la. Por que ele ficava em pé na cadeira, eu não sei.

Matéria: Nathália Plá

Contéudo Retirado do Site:
http://whiplash.net/materias/news_865/105238-motorhead.html

Rush: Documentário se concentrará nos Roadies

De acordo com um boletim no RushIsABand.com, a WhistleStop Productions está dando os últimos retoques em um documentário de cinco partes feito no verão deste ano durante a parte canadense da turnê "Snakes & Arrows" do Rush.

Intitulado "Backstage Secrets", a série foi feita em alta definição (High Definition) e audio 5.1 Surround com a permissão da banda. Cada episódio de uma hora segue vários membros da equipe do Rush durante um dia típico na estrada com a banda. Constam na série o diretor de iluminação do grupo Howard Ungerleider; técnicos de som Brad Madix e Brent Carpenter; técnicos de instrumentos Lorne Weaton, Bobby Huck, Tony Geranios e Russ Ryan; técnicos de vídeo David Davidian e Bob Larkin; e gerente de produção Craig Blazier.

"Backstage Secrets" vai ser transmitido em fevereiro em alta definição no Canadá - disponível via satélite pela Bell ExpressVu. Será também transmitido nos Estados Unidos pela Rave HD.

Matéria: Daniel Faria

Contéudo Retirado do Site:
http://whiplash.net/materias/news_892/067729-rush.html

RUSH S&A Tour - Concert Tech Documentary

RUSH S&A Tour - Concert Tech Documentary - Part 1/6
http://www.youtube.com/watch?v=NdwOOuqV4xU

RUSH S&A Tour - Concert Tech Documentary - Part 2/6
http://www.youtube.com/watch?v=0MveirQQTZk

RUSH S&A Tour - Concert Tech Documentary - Part 3/6
http://www.youtube.com/watch?v=g8KABDvalYQ&feature=related

RUSH S&A Tour - Concert Tech Documentary - Part 4/6
http://www.youtube.com/watch?v=yDdpTyaDtyQ&feature=related

RUSH S&A Tour - Concert Tech Documentary - Part 5/6
http://www.youtube.com/watch?v=L2ic6BXHVDc&feature=related

RUSH S&A Tour - Concert Tech Documentary - Part 6/6
http://www.youtube.com/watch?v=jARl8rGEeIA&feature=related

Dicionário Técnico

P.A - (Enderess and Public) sistemas de caixas endereçados ao publico.

MONITOR - Sistemas de caixas destinadas ou palco para retorno dos músicos e artistas.

BACK LINE - Esse nome se dar aos instrumentos, tipo bateria, percussão, estantes etc.

RAQUE - Caixa de madeira ou metal para acomodação de equipamentos em geral.

CASE - Caixa para proteção e transporte de equipamentos.

MAIN POWER - Sistema de energia.

AC - Corrente alternada.

SUB-SNAK - Multicabo pequeno.

MULTI-CABO - Um cabo com varia vias.


XLR

Originalmente uma marca registrada da ITT-Cannon para sua série de conectores circulares de três pinos, hoje um termo genérico designando o conector padrão para interconexões balanceadas analõgicas e digitais entre equipamento de áudio.


DI Box

Direct Interface Box ou Direct Injection Box - Dispositivo utilizado para possibilitar a ligação de um instrumento musical eletrificado (guitarra, violão, baixo, etc) diretamente na entrada de uma mesa ou pré. O aparelho provê uma carga de alta impedância para o instrumento, de forma a não afetar sua sonoridade, e ao mesmo tempo uma saída balanceada, de baixa impedância e isolada por meio de um transformador.

Existem DIs passivas, compostas apenas por um transformador e DIs ativas, com preamplificador alimentado por bateria ou phantom power. Algumas DIs possuem um atenuador na entrada para que possa receber o sinal de um amplificador de instrumento, balanceando a linha e enviando a uma entrada MIC ou LINE da mesa do PA ou estúdio. Outras tem incluso um circuito que simula o efeito da microfonação do falante de um amplificador de guitarra.


Filtro Passa-Altas

Em inglês, high-pass filter. Filtro que permite a passagem dos sinais de alta frequência mas atenua (reduz o nível) dos sinais de baixa frequência. Também conhecido como filtro corta-baixas (low-cut filter), ou filtro de graves quando apicado a sinais de áudio. Um filtro passa-altas é o oposto de um filtro passa-baixas (low-pass filter). A combinação dos dois forma um filtro passa-banda (bandpass filter).


Filtro Passa-Baixas

Em inglês, low-pass filter. Filtro que permite a passagem dos sinais de baixa frequência mas atenua (reduz o nível) dos sinais de alta frequência. Também conhecido como filtro corta-altas (high-cut filter), ou filtro de agudos quando apicado a sinais de áudio. Um filtro passa-baixas é o oposto de um filtro passa-altas (high-pass filter). A combinação dos dois forma um filtro passa-banda (bandpass filter).


Full-Range

Faixa ampla - Alto-falante destinado a reproduzir grande parte do espectro audível (graves, médios e agudos), indo de dezenas ou uma centena de Hz a vários kHz. Alguns tipos têm dois cones concêntricos, sendo que o menor (whizzer) reproduz os agudos. Costuma representar uma solução de compromisso onde um sistema de duas ou mais vias não é viável (sistemas portáteis, som ambiente, etc), embora atualmente se fabriquem unidades de notável desempenho, utilizados até em sistemas hi-fi.


Largura de Banda

bandwidth - BW - Também chamado de banda passante. A distância entre os limites superior e inferior de um sinal de áudio composto por mais de uma frequência. Como exemplo, a resposta em frequência de uma linha telefônica analógica para transmissão de voz é de 300 a 3400 Hz, então a largura de banda da linha é 3100 Hz. Em aúdio, é mais comum especificar em oitavas, sendo no exemplo acima, de aproximadamente 3,4 oitavas.

A largura de banda determina o Q (fator de qualidade) de um filtro, parâmetro comumente citado em equalizadores paramétricos. A tabela abaixo mostra a relação entre ambos:


Q largura
-------------------
0.7 2 oitavas
1.0 1 1/3 oitava
1.4 1 oitava
2.8 1/2 oitava
4.3 1/3 oitava


Os limites considerados são os pontos onde a potência do sinal cai à metade de seu nível nominal, ou seja, -3dB.


Low-Cut

Corte de graves. Tipo de filtro que atenua as frequências de um sinal de áudio abaixo de um determinado ponto do espectro sonoro.

Em mesas de mixagem, preamplificadores e softwares de gravação, este recurso é utilizado para reduzir ou eliminar sons de baixa frequência indesejados, tais como: ruído de manuseio em microfones, vazamento de graves do PA nos microfones do palco, ruído do vento em eventos externos, vazamentos do som do bumbo nos outros microfones da bateria durante gravações, etc.

Nas mesas e prés analógicos, normalmente a frequência é fixa em 120, 100, 80 ou 70 Hz, muito embora em algumas mesas e prés de alto custo, esta possa ser variável. A taxa de atenuação (slope) costuma ser de 12, 18 ou 24 dB/8ª. Em equipamentos digitais, estes parâmetros costumam ser mais versáteis, definidos pelo usuário.


Osciloscópio Eletrônica

Equipamento eletrônico de teste. Um instrumento com a função de tornar visível o valor instantâneo de uma ou mais grandezes elétricas variáveis em função do tempo ou outra grandeza elétrica ou mecânica.


Overload

Sobrecarga. Em eletrônica, é a condição onde o nível de um sinal ultrapassa um determinado ponto. Muitos equipamentos (processadores e amplificadores) incorporam luzes de aviso, indicando quando há sobrecarga. Não há um padrão oficial definindo este ponto, mas convencionou-se que o indicador de overload deve acender cerca de 3 dB antes do recorte (clipping) do sinal. Nos bons equipamentos, a indicação ocorre sempre que há sobrecarga em algum ponto do circuito, e não apenas na entrada ou saída.


Pad Eletrônica

1. Atenuador - Rede passiva geralmente formada por resistores com a função de reduzir o nível de um sinal de áudio. Também pode ser desenhado para prover casamento de impedância. a depender de sua topologia, podem ser classificados como pads em L, T e pi, simétricos ou assimétricos.

2. Placa de borracha equipada com um sensor de pressão. Dispositivo utilizado em instrumentos musicais eletrônicos, em especial nas baterias, para disparar sons sintetizados ou pré-gravados (sampleados).


Phantom

Phantom power (alimentação fantasma) - padrão de alimentação para microfones, que utiliza o mesmo cabo por onde passa o sinal de áudio balanceado. O valor mais comum de tensão é 48VCC, entregue por resistores de 6800 ohms, mas também existe alimentação fantasma de 24 e 12 volts, por meio de resistores de 1200 e 680 ohms, respectivamente. em qualquer caso, a capacidade de fornecimento de corrente é de 10 a 15mA. Portanto, não se deve alimentar circuitos "pesados" por esta via.

A maior parte dos microfones pode trabalhar com tensões entre 9 e 52V, não sendo necessário 48V exatos. Mesmo porque em seus circuitos internos, essa tensão é reduzida para um valor ainda menor, geralmente 5 ou 9V.

A mesma tensão positiva está presente em ambos condutores de sinal no cabo (terminais 2 e 3 do conector XLR) portanto, mesmo num microfone sem preamplificação interna (dinâmicos em geral), sua presença não o danificará. É possivel conectar um microfone comum numa entrada com phantom sem problema algum. Por outro lado, se o cabo ou conector apresentar problema (mal contato, solda ruim, etc), surgirão ruídos no áudio quando a alimentação phantom estiver ligada.

Matéria:

Contéudo Retirado do Site:
http://tarcisiosom.blogspot.com/2010/03/linguagem-tecnica.html

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Riders, Som e Luz, Plantas de Palco

Neste site você pode encontrar alguns Riders, Som e Luz, Plantas de Palco
de artistas Brasileiros.

http://www.paginadosom.com.br/gps/rider.php

Quando o Roadie não ajuda


E então o roadie pegou o carro do músico e foi passear...

É um grande negócio poder contar com roadies para montar palco, carregar equipamentos, conectar cabos, organizar as ligações elétricas, ajudar em momentos inusitados como troca de guitarras, e alguns imprevistos como quebra de cordas, etc.

Fim de show é seguramente o momento em que mais sentimos que o roadie valeu cada centavo. Depois de todo o cansaço de uma apresentação, é chatíssimo e muito desanimador ter que desmontar, conferir, carregar e guardar todo o equipamento.

De alguns anos para cá, passei a contratar roadies para a maioria das apresentações que faço, e confesso que a maioria de minhas experiências foi muito positiva, mas tive muitas bastante negativas também. Descreverei aqui algumas das experiências negativas vividas pelo guitarrista profissional Vagner Lucena, hoje na banda Zero Onze, e também uma experiência ruim que eu mesmo tive.

A Angels, antiga banda do Vagner, usava três roadies. Nenhum deles era profissional ou tinha experiência. Dois deles estudavam música. Os roadies 1 e 2 tocavam bateria. O roadie 3 não tocava instrumento algum, nem tinha sido roadie antes. A intenção era ensiná-los a profissão, e em troca a Angels teria roadies trabalhando bem alinhados com as necessidades da banda.

Os três queriam acumular experiência, e os que eram músicos aspirantes (sem emprego e sem atividades paralelas), podiam ter uma visão mais próxima e clara do aspecto do dia-a-dia numa banda de entretenimento, mesmo que ganhando pouco dinheiro.

O primeiro problema ocorreu durante um grande show, sábado, casa lotada, pista fervendo. O roadie 2 passou pelo Vagner pra resolver algum problema técnico. Na pressa de deixar o palco rapidamente, ele tropeçou no cabo da guitarra. O tranco fez com que o som fosse substituído por um ruído ensurdecedor que foi direto para os PAs, deixando o público bem apreensivo. O cabo havia destruído o jack do amplificador, quebrando-o por dentro.

A banda prosseguiu e terminou a entrada sem a guitarra. No intervalo, os músicos no desespero pegaram um amplificador no estúdio do baixista para poder salvar o resto da noite.

O chato é saber que se as conexões tivessem sido feitas com um pouco mais de cuidado, como, por exemplo, ter dado volta no cabo por baixo da alça do amplificador, provavelmente não haveria ocorrido dano algum ao equipamento.

Correr num palco também é outra coisa muito perigosa. Falta de experiência total e absoluta. Claro que o conserto ficou por conta do Vagner, já que o roadie não tinha a menor condição de arcar com o prejuízo.

Outra situação ruim foi numa festa de casamento. Durante a passagem de som da Angels o roadie 1 montou todo o palco e plugou o amplificador (110V) numa tomada 220V. Vagner subiu ao palco pra passar o som da guitarra e quando ligou o amplificador, advinha? Queimaram todas as saídas.

Ele sempre deixa junto aos equipamentos um “tester” pra medir a voltagem da tomada, tudo sob cuidado do roadie, mesmo assim isso aconteceu. O prejuízo mais uma vez ficou por conta do guitarrista.

A banda acabou pagando “curso de roadie" para os três meninos, mas infelizmente, por falta de gente que leve a profissão a sério, e um pouco de trauma, a banda e os músicos não contratam mais nenhum roadie.

Passei várias situações chatas com o roadie numa única apresentação com a banda Vodu no bar Manifesto. Contratei um roadie que havia sido indicado e parecia competente. Ele me encontraria em casa para me ajudar a carregar o carro. Meu carro ficaria completamente lotado com 2 pessoas e equipamento.

O roadie chegou em casa com a namorada. Esse foi o 1º transtorno. Ela foi junto no carro até o bar, deixando a condução bem complicada.

No bar, na passagem de som, o roadie ligou os cabos de guitarra da maneira errada. Tive que largar a guitarra e refazer toda a ligação. Perda de tempo, tensão, etc.
Terminada a passagem, demonstrei novamente como deveria ser tudo ligado na hora do show, e escrevi em papel todo o esquema de ligações de forma didática.

Na hora do show, a banda estava no palco, o público olhando, mas cadê o som da guitarra. O roadie ligou errado de novo. Tive que largar a guitarra e refazer eu mesmo as conexões.

O melhor ainda estava por vir. Terminado o show, pedi ao roadie para buscar no meu carro um acessório. Passados uns 30 minutos, nada do roadie reaparecer no bar. De repente, sua namorada veio até mim furiosa. O roadie havia desaparecido, e ela me confessou que ele havia saído por aí com meu carro pra dar umas voltas. Fiquei louco!

Ninguém atendia o celular do roadie, nada dele voltar, sua namorada chorando e eu querendo chamar a polícia.

Fui pra porta do bar com amigos e com a namorada do roadie. Uns 20 minutos mais tarde ele retornou. Não conseguiu explicar o absurdo que havia feito. Meu carro estava intacto, mas eu fiquei maluco e dispensei o roadie.

Hoje ainda chamo roadies para apresentações, mas faço o possível para treiná-los muito bem e sou muito mais criterioso quanto à escolha da pessoa.

Matéria: José Xinho Luís

Contéudo Retirado do Site:
http://www.territoriodamusica.com/guitarraseafins/?c=294

Direção de Shows

Popularmente no Brasil é muito comum utilizarmos a palavra show para designar a apresentação de uma banda. A simples execução de um repertório feito ao vivo por um ou mais músicos poderia ser considerada um show, mas não é tão simples assim.

Show – Palavra de origem Inglesa: mostra, exibição, espetáculo, demonstração.

Para a realização de um verdadeiro show, é muito importante que a apresentação seja previamente elaborada, ensaiada e que tenha uma direção de show.

DIREÇÃO DE SHOWS

Vamos começar falando sobre algo muito importante: a obra e seu criador.Não existe esse papo de dizer que tal compositor quis dizer isso ou aquilo. No processo de criação de uma obra há tantos detalhes presentes no inconsciente do artista que algo podemos garantir:

SOMENTE O AUTOR SABE O QUE REALMENTE ELE QUIS DIZER OU PASSAR PARA O MUNDO!

Sendo assim, todo e qualquer palpite não passa de interpretação individual de cada ouvinte ou espectador.Se quiser saber o significado de uma obra, pergunte diretamente para o autor.

É obrigação do diretor do show, tal como do produtor musical, enxugar o máximo de idéias do artista para desenvolver o tema, direção e detalhes muitas vezes invisíveis à primeira vista. Não adianta querer fazer uma banda de Punk Rock se movimentar como o corpo de um balé clássico, nem uma dupla sertaneja agir como malabaristas de circo só para fazer um show realmente diferente. Será no mínimo motivo de risadas e chacotas. Se esse não for o objetivo, é importante ouvir as idéias de todos na banda e chegar a um consenso para desenvolver uma boa direção de show, utilizando-se de princípios básicos como repertório e posicionamento em palco ou mergulhar no universo de infinitos detalhes como textos, maquiagem, iluminação, movimentação em palco, figurino, etc...

Quanto ao nome de uma turnê ou titulo de um show é comum que esse titulo tenha relação com uma idéia pré-concebida. A fonte dessa idéia pode ser um disco, o nome de algo ou lugar, uma frase que reflita um estado de espírito, etc.

A forma com que essa idéia interage com a performance da banda, a iluminação, a música, o público, o espaço físico e a seqüência de apresentação do repertório, em geral, são fatores importantes para se desenvolver a direção de um show.

A maneira de cada diretor de show trabalhar pode apresentar inúmeras variações e é importante saber que a definição de qualquer forma de expressão artística é sempre relativa e nem sempre desejável. No entanto, partindo-se de princípios didáticos, existem alguns pontos fundamentais que ajudam ilustrar de maneira mais clara as incríveis idéias de nossos artistas.Veja agora as dicas para um bom trabalho de direção:

1. Procure ensaiar a banda na mesma posição estabelecida para o show;

2. Ensaiar nunca é demais. Preparem-se para os imprevistos, eles certamente ocorrerão e são fatores que dão mais emoção;

3. Não bloqueie a criatividade. Primeiro visualize a idéia grandiosa e depois veja como ela poderá se enquadrar no orçamento disponível para a produção;

4. Ter estilo, forma e conteúdo;

5. Não queira fazer tudo sozinho. Se possível contrate, gere empregos, faça parcerias, contrate equipes especializadas em cada setor. Isso melhora a qualidade e facilita a cobrança de resultados;

6. Desenvolva uma pauta com metas, prazos e resultados;

7. Visite com antecedência, se possível, o local do show e verifique se as condições estão de acordo com suas expectativas. Desta forma haverá tempo hábil para eventuais mudanças;

8. Observe sempre se o local e o público são adequados ao perfil de sua banda;

9. A passagem de som (sound check) deve ser marcada com bastante antecedência. Uma boa passagem de som, na maior parte das vezes, é essencial para se ter um bom show;

10. Passagem de som não é ensaio. Os músicos devem saber todo o repertório sem errar.

11. Na passagem de som dê prioridade para a música mais “pesada” (instrumentação), a que tenha mais vocais e a mais “leve” (balada). Isso ajuda a regular os níveis de som;

12. Procure montar um repertório (set list) que leve em consideração possíveis movimentações, trocas de instrumentos, roupa, etc, e que possa ser alterado sem perder a identidade e unidade do show;

13. Na montagem do repertório, visualize graficamente os momentos de relaxamento e de ápice do show, deixando preparada uma música para o “bis” (encerramento);

14. Procure ter o melhor relacionamento possível com a equipe técnica. Eles são muito importantes para o bom desempenho do seu show;

15. Não se esqueça do kit para show: um bom mapa de palco, rider técnico e input list;

16. Mantenha sempre uma boa manutenção dos instrumentos;

17. Use sua criatividade, se adapte, modifique, seja versátil. A originalidade é um fator muito apreciado e útil para enfrentar imprevistos;

18. Não se esqueça que o público é importante coadjuvante para seu show.

Essas são algumas diretrizes para uma direção de show bem sucedida. Veja bem, não é preciso ter um orçamento de 1 milhão de dólares para começar a agir corretamente e fazer um bom trabalho. Não pense nas dificuldades, pense nas soluções, brinque, invente, mas tenha sempre bem claro em sua mente qual sua idéia e o motivo. Na próxima edição falaremos sobre dicas de como escolher um bom estúdio para gravar o primeiro CD.

“A imaginação é mais importante do que o conhecimento” – Albert Einstein

Máteria:
Rodrigo Simão

Contéudo Retirado do Site:
http://whiplash.net/materias/producao/000408.html