quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Riders, Som e Luz, Plantas de Palco
de artistas Brasileiros.
http://www.paginadosom.com.br/gps/rider.php
Quando o Roadie não ajuda
E então o roadie pegou o carro do músico e foi passear... | |
Fim de show é seguramente o momento em que mais sentimos que o roadie valeu cada centavo. Depois de todo o cansaço de uma apresentação, é chatíssimo e muito desanimador ter que desmontar, conferir, carregar e guardar todo o equipamento.
De alguns anos para cá, passei a contratar roadies para a maioria das apresentações que faço, e confesso que a maioria de minhas experiências foi muito positiva, mas tive muitas bastante negativas também. Descreverei aqui algumas das experiências negativas vividas pelo guitarrista profissional Vagner Lucena, hoje na banda Zero Onze, e também uma experiência ruim que eu mesmo tive.
A Angels, antiga banda do Vagner, usava três roadies. Nenhum deles era profissional ou tinha experiência. Dois deles estudavam música. Os roadies 1 e 2 tocavam bateria. O roadie 3 não tocava instrumento algum, nem tinha sido roadie antes. A intenção era ensiná-los a profissão, e em troca a Angels teria roadies trabalhando bem alinhados com as necessidades da banda.
Os três queriam acumular experiência, e os que eram músicos aspirantes (sem emprego e sem atividades paralelas), podiam ter uma visão mais próxima e clara do aspecto do dia-a-dia numa banda de entretenimento, mesmo que ganhando pouco dinheiro.
O primeiro problema ocorreu durante um grande show, sábado, casa lotada, pista fervendo. O roadie 2 passou pelo Vagner pra resolver algum problema técnico. Na pressa de deixar o palco rapidamente, ele tropeçou no cabo da guitarra. O tranco fez com que o som fosse substituído por um ruído ensurdecedor que foi direto para os PAs, deixando o público bem apreensivo. O cabo havia destruído o jack do amplificador, quebrando-o por dentro.
A banda prosseguiu e terminou a entrada sem a guitarra. No intervalo, os músicos no desespero pegaram um amplificador no estúdio do baixista para poder salvar o resto da noite.
O chato é saber que se as conexões tivessem sido feitas com um pouco mais de cuidado, como, por exemplo, ter dado volta no cabo por baixo da alça do amplificador, provavelmente não haveria ocorrido dano algum ao equipamento.
Correr num palco também é outra coisa muito perigosa. Falta de experiência total e absoluta. Claro que o conserto ficou por conta do Vagner, já que o roadie não tinha a menor condição de arcar com o prejuízo.
Outra situação ruim foi numa festa de casamento. Durante a passagem de som da Angels o roadie 1 montou todo o palco e plugou o amplificador (110V) numa tomada 220V. Vagner subiu ao palco pra passar o som da guitarra e quando ligou o amplificador, advinha? Queimaram todas as saídas.
Ele sempre deixa junto aos equipamentos um “tester” pra medir a voltagem da tomada, tudo sob cuidado do roadie, mesmo assim isso aconteceu. O prejuízo mais uma vez ficou por conta do guitarrista.
A banda acabou pagando “curso de roadie" para os três meninos, mas infelizmente, por falta de gente que leve a profissão a sério, e um pouco de trauma, a banda e os músicos não contratam mais nenhum roadie.
Passei várias situações chatas com o roadie numa única apresentação com a banda Vodu no bar Manifesto. Contratei um roadie que havia sido indicado e parecia competente. Ele me encontraria em casa para me ajudar a carregar o carro. Meu carro ficaria completamente lotado com 2 pessoas e equipamento.
O roadie chegou em casa com a namorada. Esse foi o 1º transtorno. Ela foi junto no carro até o bar, deixando a condução bem complicada.
No bar, na passagem de som, o roadie ligou os cabos de guitarra da maneira errada. Tive que largar a guitarra e refazer toda a ligação. Perda de tempo, tensão, etc.
Terminada a passagem, demonstrei novamente como deveria ser tudo ligado na hora do show, e escrevi em papel todo o esquema de ligações de forma didática.
Na hora do show, a banda estava no palco, o público olhando, mas cadê o som da guitarra. O roadie ligou errado de novo. Tive que largar a guitarra e refazer eu mesmo as conexões.
O melhor ainda estava por vir. Terminado o show, pedi ao roadie para buscar no meu carro um acessório. Passados uns 30 minutos, nada do roadie reaparecer no bar. De repente, sua namorada veio até mim furiosa. O roadie havia desaparecido, e ela me confessou que ele havia saído por aí com meu carro pra dar umas voltas. Fiquei louco!
Ninguém atendia o celular do roadie, nada dele voltar, sua namorada chorando e eu querendo chamar a polícia.
Fui pra porta do bar com amigos e com a namorada do roadie. Uns 20 minutos mais tarde ele retornou. Não conseguiu explicar o absurdo que havia feito. Meu carro estava intacto, mas eu fiquei maluco e dispensei o roadie.
Hoje ainda chamo roadies para apresentações, mas faço o possível para treiná-los muito bem e sou muito mais criterioso quanto à escolha da pessoa.
Matéria: José Xinho Luís
Contéudo Retirado do Site:
http://www.territoriodamusica.com/guitarraseafins/?c=294
Direção de Shows
Popularmente no Brasil é muito comum utilizarmos a palavra show para designar a apresentação de uma banda. A simples execução de um repertório feito ao vivo por um ou mais músicos poderia ser considerada um show, mas não é tão simples assim.
Show – Palavra de origem Inglesa: mostra, exibição, espetáculo, demonstração.
Para a realização de um verdadeiro show, é muito importante que a apresentação seja previamente elaborada, ensaiada e que tenha uma direção de show.
DIREÇÃO DE SHOWS
Vamos começar falando sobre algo muito importante: a obra e seu criador.Não existe esse papo de dizer que tal compositor quis dizer isso ou aquilo. No processo de criação de uma obra há tantos detalhes presentes no inconsciente do artista que algo podemos garantir:
SOMENTE O AUTOR SABE O QUE REALMENTE ELE QUIS DIZER OU PASSAR PARA O MUNDO!
Sendo assim, todo e qualquer palpite não passa de interpretação individual de cada ouvinte ou espectador.Se quiser saber o significado de uma obra, pergunte diretamente para o autor.
É obrigação do diretor do show, tal como do produtor musical, enxugar o máximo de idéias do artista para desenvolver o tema, direção e detalhes muitas vezes invisíveis à primeira vista. Não adianta querer fazer uma banda de Punk Rock se movimentar como o corpo de um balé clássico, nem uma dupla sertaneja agir como malabaristas de circo só para fazer um show realmente diferente. Será no mínimo motivo de risadas e chacotas. Se esse não for o objetivo, é importante ouvir as idéias de todos na banda e chegar a um consenso para desenvolver uma boa direção de show, utilizando-se de princípios básicos como repertório e posicionamento em palco ou mergulhar no universo de infinitos detalhes como textos, maquiagem, iluminação, movimentação em palco, figurino, etc...
Quanto ao nome de uma turnê ou titulo de um show é comum que esse titulo tenha relação com uma idéia pré-concebida. A fonte dessa idéia pode ser um disco, o nome de algo ou lugar, uma frase que reflita um estado de espírito, etc.
A forma com que essa idéia interage com a performance da banda, a iluminação, a música, o público, o espaço físico e a seqüência de apresentação do repertório, em geral, são fatores importantes para se desenvolver a direção de um show.
A maneira de cada diretor de show trabalhar pode apresentar inúmeras variações e é importante saber que a definição de qualquer forma de expressão artística é sempre relativa e nem sempre desejável. No entanto, partindo-se de princípios didáticos, existem alguns pontos fundamentais que ajudam ilustrar de maneira mais clara as incríveis idéias de nossos artistas.Veja agora as dicas para um bom trabalho de direção:
1. Procure ensaiar a banda na mesma posição estabelecida para o show;
2. Ensaiar nunca é demais. Preparem-se para os imprevistos, eles certamente ocorrerão e são fatores que dão mais emoção;
3. Não bloqueie a criatividade. Primeiro visualize a idéia grandiosa e depois veja como ela poderá se enquadrar no orçamento disponível para a produção;
4. Ter estilo, forma e conteúdo;
5. Não queira fazer tudo sozinho. Se possível contrate, gere empregos, faça parcerias, contrate equipes especializadas em cada setor. Isso melhora a qualidade e facilita a cobrança de resultados;
6. Desenvolva uma pauta com metas, prazos e resultados;
7. Visite com antecedência, se possível, o local do show e verifique se as condições estão de acordo com suas expectativas. Desta forma haverá tempo hábil para eventuais mudanças;
8. Observe sempre se o local e o público são adequados ao perfil de sua banda;
9. A passagem de som (sound check) deve ser marcada com bastante antecedência. Uma boa passagem de som, na maior parte das vezes, é essencial para se ter um bom show;
10. Passagem de som não é ensaio. Os músicos devem saber todo o repertório sem errar.
11. Na passagem de som dê prioridade para a música mais “pesada” (instrumentação), a que tenha mais vocais e a mais “leve” (balada). Isso ajuda a regular os níveis de som;
12. Procure montar um repertório (set list) que leve em consideração possíveis movimentações, trocas de instrumentos, roupa, etc, e que possa ser alterado sem perder a identidade e unidade do show;
13. Na montagem do repertório, visualize graficamente os momentos de relaxamento e de ápice do show, deixando preparada uma música para o “bis” (encerramento);
14. Procure ter o melhor relacionamento possível com a equipe técnica. Eles são muito importantes para o bom desempenho do seu show;
15. Não se esqueça do kit para show: um bom mapa de palco, rider técnico e input list;
16. Mantenha sempre uma boa manutenção dos instrumentos;
17. Use sua criatividade, se adapte, modifique, seja versátil. A originalidade é um fator muito apreciado e útil para enfrentar imprevistos;
18. Não se esqueça que o público é importante coadjuvante para seu show.
Essas são algumas diretrizes para uma direção de show bem sucedida. Veja bem, não é preciso ter um orçamento de 1 milhão de dólares para começar a agir corretamente e fazer um bom trabalho. Não pense nas dificuldades, pense nas soluções, brinque, invente, mas tenha sempre bem claro em sua mente qual sua idéia e o motivo. Na próxima edição falaremos sobre dicas de como escolher um bom estúdio para gravar o primeiro CD.
“A imaginação é mais importante do que o conhecimento” – Albert Einstein
Máteria:
Rodrigo Simão
Contéudo Retirado do Site:
http://whiplash.net/materias/producao/000408.html
Gírias e Expressões
Um certo dia, em um festival de bandas, o organizador do evento pergunta para um músico: - Olá, você é quem vai tocar hoje à noite? - Sim - responde o amigo músico. - Trouxe o "Stage Map"? - Trouxemos... Mas já havíamos mandado tudo com antecedência para sua equipe, inclusive o "Rider Técnico" e o "Input List". - "Ok". Vou dar uma olhada; devo ter deixado junto com o "Release" de vocês. - responde o organizador.
Depois de algum tempo, com todos os músicos no palco acertando os últimos detalhes na passagem de som, um deles pergunta para o Técnico de Som:
- Posso ligar meu teclado no "Direct Ibox"?
- Sem problemas, inclusive o "AC" esta aí do lado.
- Eu queria mais som no "P.A", pode ser? - Pergunta o vocalista.
- Não dá, o volume geral já está saturando, o que posso fazer é dar mais volume no "Side Fill".
- Acho que a microfonia está vindo dos "Over Heads". - diz o baterista.
- Pede para o "Roadie" arrumar a posição do "Mic" e me dê um sinal quando estiver tudo "Ok". - Fala o técnico.
Não se assuste, isso não é aula de inglês nem um novo dialeto. Simplesmente é uma conversa muito comum nos palcos da vida. A influência da língua inglesa está presente em muitas coisas que fazemos hoje em dia.
Na música não é diferente, por isso é importante estar atualizado com a linguagem desenvolvida no meio musical e se adaptar para não ficar "pagando mico".
Não tente inventar um novo vocabulário só para mostrar que você é muito experiente, nem rejeite a linguagem utilizada por achar que fere os princípios dá ética de um Brasileiro patriota. O mais importante é:
APRENDA A SE COMUNICAR E DAR SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS.
Agora veja alguns termos muito utilizados no cenário musical e seus significados:
A.C - (Corrente Alternada) Ponto de voltagem indicado por 110v ou 220v.
ADAT - Gravador digital da fabrica Alesis (Oito canais) que utiliza fita S-VHF.
ÁUDIO - Tudo que se refere a som captado.
BANANA - Conhecido também como plugue P-10 ou plugue de guitarra.
BANHEIRA - Caixa onde se pluga os cabos de microfones e instrumentos.
BOOM - Pedestal Boom-Jirafa - Pedestal comprido muito usado em novelas.
BRILHO - Gíria. Agudos, freqüências altas.Ex: Mais brilho igual a mais agudo.
CASE - Estojo, rack ou embalagem especial para proteção de equipamentos.
COMPRESSOR - Efeito que comprime o áudio, melhorando o nível de sinal.
DA CAPO - Termo italiano que significa - Do Começo.
DI BOX - (Direct Injection Box) Pequena caixinha que regula a impedância e polaridade do sinal mandado do instrumento direto para a mesa de som.
EAR MONITOR - Sistema de retorno individual parecido com aparelho auditivo.
FADE IN - Aumentar gradativamente o volume.
FADE OUT - Abaixar gradativamente o volume.
FLAT - Ponto inicial da escala dos equipamentos eletrônicos.Zero.
INPUT LIST - Endereçamento de canais de áudio para: microfones, instrumentos, etc.
MIC - Microfone.
MIXER - Significa pequenas mesas de som.
O.V.N.I - Gíria. Coisa ou algo muito sensacional, "de outro mundo".
OVER ALL - Microfone para captação geral de um determinado ambiente ou palco.
OVER HEAD (O.H) - Dois microfones colocados acima dos pratos de bateria.
P.A. - (Public Address) Colunas ou caixas de som viradas para o público.
PELINHO / CABELO - Gíria. Quer dizer - Só um pouquinho!
PRATICÁVEIS - Plataformas fixas que elevam do chão o instrumento ou músico.
RÉGUA DE AC - Gíria. Extensão de energia elétrica com varias tomadas.
RELEASE - Documento com informações, fotos e histórico da banda ou projeto.
RIDER TÉCNICO - Lista de equipamentos utilizados pela banda, ex: mix, mic, efeitos, etc.
ROADIE - Ajudante do músico que monta, desmonta e regula os instrumentos.
RODAR LÂMPADA - Gíria. Complicar ou fazer hora. Equivale à gíria "cozinhar o galo".
SIDE FILL - Caixas laterais de palco, sempre denominadas (L) Left e (R) Right.
STAGE MAP - Mapa de palco.
STAGE MONITORS - Caixas de retorno de som utilizadas no palco.
TRIGGER - Dispositivos eletrônicos de contato sensíveis a vibrações.
XLR OU CANON - Conector de três pinos usado em mic.(Canon é uma das marcas).
Ai vai meu conselho:
Preste atenção aos diálogos de técnicos e montadores de palco, converse, seja simpático e lembre-se que antes de começar a balbuciar as primeiras palavras, você teve que ouvir muitos sons estranhos e sem sentido, para depois de um tempo começar a entender os seus significados. Divirta-se.
"Se fores inconstante como a água, não chegarás ao alto" - Marden.
Máteria:
Rodrigo Simão
Contéudo Retirado do Site:
http://whiplash.net/materias/producao/000341.html
Sobre a vivência de um Roadie
Cedo acorda e vai de bicicleta até a casa do músico. Falta o ginásio, e mal avisa a mãe que vai ficar um dia fora. Os braços ainda estão dormentes do sono, mas logo começa a trazer os amplificadores para a van: primeiro os maiores e mais pesados para ir encaixando o resto menor depois. O mau jeito na coluna vai relembrando, até a cidade que ocorrerá o show, para não ir carregando peso sem antes alongar. Já está de tardezinha e chega ao destino: descarrega tudo no palco, liga os cabos, refaz a maioria das coisas de novo já que o dono do bar, que chega atrasado, diz que assim o público não vai aproveitar muito bem a apresentação. Observa a passagem de som pensando sobre o lanche: “aumenta o vocal”! Quando os músicos terminam, todo mundo pra lanchonete mais vagabunda e mais próxima para uma refeição nada nutritiva. Enquanto os músicos vão para o hotel tomar banho e passar perfume indagando quantas garotas haverá para dizer-lhes que são lindos, o roadie ainda lembra do mau jeito nas costas.
Alta noite, horário atrasado, a primeira música começa: muitas outras virão pela frente. O roadie só tem espaço para pensar quando que vai arranjar uma banda que preste para estar ele lá em cima do palco. Show sem problemas, já vai começar o bis. E até que passou rápido! Quem vai dar a canja é quase um amador; na empolgação, como se aquele momento fosse o único em sua vida que estaria num palco, chutou sem querer um pedestal, que na vista do roadie foi caindo de vagarinho, como um filme em câmera lenta. Poucos ali sabiam o que acontece quando um microfone se choca com o chão: Tum, chh, piiiiiiiiiiii. Depois daquilo todo saberiam. Pelo menos foi por um curto tempo, o roadie estava ágil enquanto a câmera estava lenta e aliviou o público de desconforto que poderia durar uns minutos a mais.
Fim das músicas. As garotas em grande número fazendo o papel delas. Empresário vendendo os CDS. Olha-se para aquele palco tão bonito e percebe que tudo já acabou. Ao esvaziar da casa, começa a desmontagem. As costas foram muito bem esticadas dessa vez, mas a dor já tinha se instalado. Mesmo assim, no cansaço tudo é feito de bom grado, com o rosto quase sem expressão, cabelo embaraçado e a boca bocejando. Por fim, conhece sua cama de uma noite. Poucas horas de sono não suprem o cansaço: mas quanto mais cedo sairmos... De volta para a casa.
Descarrega tudo. O amplificador nem pesa mais, o braço está amortecido. A bicicleta vai enferrujar: ficou exposta a chuva. Pedalando de volta, pensando em deitar numa cama de verdade. Esqueceu que tinha tarefa, meu filho. Ainda era ginasiano e tinha seus afazeres. Essa vida não te leva longe. Ainda sim, é bom estar perto do ambiente em que se deseja trabalhar, mesmo que do outro lado.
Matéria: Renato Cardoso
Contéudo Retirado do Site:
Documentário Profissão Roadie
http://www.youtube.com/watch?v=uN32XGSzads
Documentário Profissão Roadie PARTE 01
(Que diabos fazem os Roadies):
http://www.youtube.com/watch?v=CXZrRO_fGv4
Documentário Profissão Roadie PARTE 02
(Como tudo Começou):
http://www.youtube.com/watch?v=NwUc_bvgVfc
Documentário Profissão Roadie PARTE 03
(Não é só curtição. Somos Profissionais):
http://www.youtube.com/watch?v=QAKQSzh2YmA
Documentário Profissão Roadie PARTE 04
(O Show):
http://www.youtube.com/watch?v=5G_clSqpMEI
Documentário Profissão Roadie PARTE 05
(E Mercado de Trabalho? Dá dinheiro?):
http://www.youtube.com/watch?v=BrSlZRUXvdg
Documentário Profissão Roadie PARTE 06
(A Técnica é a alma do Negócio):
http://www.youtube.com/watch?v=0xfVGo1fRX0
Documentário Profissão Roadie PARTE 07
(Na Estrada 1ª parte):
http://www.youtube.com/watch?v=2AO0dx_ML0s
Documentário Profissão Roadie PARTE 08
(Na Estrada 2ª parte):
http://www.youtube.com/watch?v=eZGepQK2Dp4
Documentário Profissão Roadie PARTE 09
(Sexo Drogas e Rock'n'Roll ?):
http://www.youtube.com/watch?v=qAXpO5eHBUE
Documentário Profissão Roadie PARTE 10
(Vale a Pena):
http://www.youtube.com/watch?v=-6GLlkCkmsc
Funções de um Roadie
Então você conseguiu tornar-se um roadie - você está agora em turnê com uma banda ou um espetáculo. Você tem seu emprego e a sua especialidade - pode ser luzes, som, segurança etc - mas pode ser surpreendido ao saber que o trabalho exige mais do que isso.
Roadies geralmente têm outras funções além das que são o seu foco principal. Uma das principais é ser o membro de uma equipe e fazer o que for necessário para que o show seja um sucesso. Isto pode significar ter que trabalhar em outras áreas que possam estar precisando de ajuda. Também significa manter o senso de humor na ocasião de uma crise. Você terá que melhorar suas habilidades de comunicação e relacionamento com as pessoas, já que o trabalho duro e as viagens podem deixar os nervos à flor da pele e o levar à exaustão.
Como membro de uma equipe, você estará representando os artistas e a companhia de produção para a qual trabalha. Isto significa ser um embaixador, com atitudes e profissionalismo sincronizados ao mesmo tempo com o público e com os interesses comerciais das pessoas com quem você interage.
Muitas vezes os roadies são os mediadores entre os artistas e outras pessoas, como os donos dos locais onde os shows são feitos e operadores. É trabalho do roadie achar um ponto de equilíbrio entre a visão artística e as necessidades de seu patrão com a do público e do local. Enquanto os artistas, por exemplo, podem pedir que uma chama de 30 metros seja lançada durante uma determinada música, o roadie deve trabalhar junto à equipe de segurança para garantir a viabilidade deste efeito sem oferecer riscos. Pode recair sobre o roadie a tarefa de explicar o motivo de algumas coisas não poderem ser feitas.
Resumindo, não se aprende a ser um roadie numa sala de aula. Tornar-se um e saber executar suas funções vem com o tempo e com a maturidade propiciada pela experiência. Roadies devem sempre manter a razão para que os outros possam se divertir.
Matéria: Tim CrosbyContéudo Retirado do Site:
http://lazer.hsw.uol.com.br/roadies.htm
Dicas para se tornar um Roadie
Uma vez que você tenha decidido se tornar um roadie, você tem que encontrar uma forma de entrar no mundo do show biz. Tornar-se um roadie, e conseguir trabalho nessa área não é tão difícil se você sabe como proceder e se tiver as características procuradas pelas turnês.
Como no caso de muitas outras vagas, um ótimo lugar para começar a procurar é a Internet. Site como roadiejobs.com (em inglês) apresentam diversas oportunidades, listadas por posições e experiência. O site também tem uma sala de bate-papo, onde roadies já atuantes e aspirantes à vaga podem trocar informações e dicas.
Você também pode procurar por shows e espetáculos específicos - se você deseja trabalhar com uma banda em particular, por exemplo - para saber se alguma turnê está sendo planejada. Algumas também publicam anúncios em seus próprios sites.
Se encontrar alguma vaga interessante, no entanto, você deverá ter algo para provar que é capaz de executar o serviço. Algumas vezes é interessante se voluntariar para ajudar nos shows - algo como um estágio - para ganhar experiência e incluir no currículo. Em último caso, você pode procurar em sua própria cidade por alguma oportunidade de ajudar um grupo local. Cuidar da aparelhagem de som do coral da igreja local, ou ajudar a construir o cenário do grupo de artes de algum teatro pode não ser tão excitante quanto cuidar da afinação das guitarras para o Ozzy Osbourne, mas lhe ajudará a conseguir experiência em auxiliar apresentações ao vivo.
Uma forma mais direta de se tornar um roadie pode envolver treinamento formal. Muitas escolas oferecem cursos e certificados para técnicos de som ao vivo (em inglês), por exemplo. Além disso, ter um diploma na área de artes, como teatro, música, ofícios de palco, rádio e TV, etc, mostrará que você é dedicado e sério, assim como lhe dará o treinamento técnico que você necessitará para auxiliar em uma turnê.
Matéria: Tim CrosbyContéudo Retirado do Site:
http://lazer.hsw.uol.com.br/roadies.htm
Tipos de Roadies
Em cada caso, os roadies fazem de tudo para garantir que tudo corra bem.
Como em qualquer boa equipe, os roadies tem diferentes funções, coordenando cada trabalho para garantir uma produção sem falhas. Isso significa que cada um dos roadies deve ser hábil em sua função, não importa se o trabalho seja simples ou envolva conhecimentos técnicos.
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Existem muitos tipos de roadies. Alguns, por exemplo, são especializados em luzes e iluminação de shows. Turnês musicais e outros shows frequentemente usam uma série de spots, luzes coloridas e lasers para deslumbrar sua platéia e destacar seu trabalho. Roadies técnicos em iluminação devem ser especializados em aparatos elétricos, assim como estar em sintonia com os artistas e produtores ao usar as luzes para efeitos. Em muitos casos, os roadies de iluminação devem sentir-se confortáveis em trabalhar no alto, já que muitos canhões de luz são instalados no alto do palco e precisam ser desmontados após o show.
Outros roadies cuidam do visual e do clima do palco. Os projetistas de palco podem cuidar da pirotecnia, como as máquinas de fumaça, flashes e outros equipamentos do gênero. Também podem cuidar de elevadores, cabos e equipamentos hidráulicos. Eles também trabalharão com os roadies técnicos em som para garantir que os amplificadores, microfones e outros itens estejam em seus locais corretos. O projetista de palco freqüentemente trabalha com itens perigosos, e por esse motivo deve ser muito bem treinado.
Outros roadies podem focar nos cuidados com os instrumentos musicais. Técnicos especializados em guitarras, pianos e baterias garantem que os instrumentos dos artistas estejam prontos para a ação - noite após noite e cidade após cidade. Outros roadies dão assistência aos artistas, garantindo que estejam prontos para subir ao palco no momento certo, enquanto alguns se especializam na segurança ou trabalham com os empresários das bandas.
Matéria: Tim CrosbyContéudo Retirado do Site:
http://lazer.hsw.uol.com.br/roadies.htm
Como se tornar um Roadie
"Eles são os primeiros a chegar e os últimos a sair, trabalhando por um salário considerado mínimo", é como o pop star Jackson Browne descreveu a vida de um roadie em seu clássico de 1977 "The Load Out". A música é uma homenagem a muitos trabalhadores, técnicos e apoiadores que trabalham nos bastidores do mercado de turnês de shows. Eles são aqueles que "montam e desmontam tudo", canta Browne.
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Bandas (em inglês) que viajam muito e outros shows não funcionam sem os constantes esforços de um roadie. Como o esforço e as viagens são parte do trabalho, a vida de um roadie também evoluiu com o passar do tempo e com a tecnologia.
Os roadies assumem diferentes papéis na organização de uma turnê. Alguns cuidam e operam os equipamentos, por exemplo, enquanto outros dirigem ou cuidam da segurança. Outros ainda atuam como assistentes pessoais de membros do show ou dos produtores musicais. Para ser um roadie, você precisará de grande habilidade de comunicação e saber trabalhar como membro de uma equipe. Uma qualificação principal pode ser de grande ajuda e, em alguns casos, treinamento técnico ou até mesmo uma graduação podem ser exigidos.
Tornar-se um roadie pode ser uma ótima chance se você tem o desejo de trabalhar muito e fazer parte dos bastidores do show business. Para isso, você terá de seguir alguns passos para aproveitar a oportunidade que surgir.
Matéria: Tim Crosby
Contéudo Retirado do Site:
http://lazer.hsw.uol.com.br/roadies.htm
Entrevista Zé Roadie no Showlivre.com
Entrevista Zé Roadie no Showlivre.com Parte 01
http://www.youtube.com/watch?v=uFyIrKG4_wo&feature=player_embedded
Entrevista Zé Roadie no Showlivre.com Parte 02
http://www.youtube.com/watch?v=HbvbkVzBtAY&feature=player_embedded
Entrevista Zé Roadie
Como a música entrou na sua vida? Com quantos anos começou a tocar um instrumento?
Eu sou filho de músico. Meu pai tocava violão e cantava, então a música sempre este presente. Comecei aos 12 anos de idade estudando guitarra, mas a paixão pela bateria bateu mais forte, eu sabia que iria trilhar este caminho da música mas, quando se é adolescente, é comum a dúvida.
Quando e como você começou a se interessar pelo trabalho de roadie?
Como a maioria das famílias brasileiras éramos bem pobres, tanto que comecei a trabalhar aos 7 anos de idade. Como eu não tinha grana pra comprar minha bateria, eu ficava nas portas dos bares e casas de shows em Campinas-SpPaonde eu morava na época, e pedia para os músicos para ajudar a carregar os cases e bags com instrumentos, era uma forma deu estar no meio da música. Mais tarde, consegui comprar minha primeira batera mas ai a paixão pelos bastidores bateu muito mais forte, então decidi fazer da música (Tocar) um hobby e roadie a minha profissão.
Muitas pessoas dizem que roadie é um músico que não teve sucesso. O que você acha disso?
“Quando você é frustrado por não fazer o se gosta, jamais fará outra coisa com total perfeição”
O que as pessoas precisam entender que músico é uma profissão e roadie é outra…
O músico aprende sobre notas musicais, arranjos etc, o roadie aprende sobre a parte técnica dos instrumentos e equipamentos,claro toda regra tem a sua exeção, existem sim o roadie que é uma músico que não deu certo e trabalha com roadie pra sobreviver,mas é minoria pode apostar.
Zé e Lucas da Fresno – Foto: Luringa
Como é a sua amizade com o pessoal da Fresno?
Quando eu conheci a banda e fui convidado para trabalhar com eles eu estava com outros artistas, mas o que mais me chamou atenção era a força de vontade de todos da banda, eles respiram musica, adoram o que fazem, por isto eu me dediquei durante dois anos exclusivamente a banda. Hoje somos muitos amigos, a simplicidade que eles passam aos fãs é real. Hoje, apesar de não estarmos mais juntos, torço para que eles cresçam ainda mais, e espero ter ajudado de alguma maneira neste crescimento. Atualmente estou com Chitaozinho e Xororó.
Você já trabalhou com várias bandas nacionais e atualmente trabalha com a Fresno. Essa convivência com bandas gera muitas amizades e histórias engraçadas. Tem alguma dessas histórias que você pode contar?
Podem acreditar! O mais importante na minha profissão não é a grana que você ganha, os hotéis aonde fica, as cidades, paizes que você visita, mas as amizades que você faz pelo caminho, eu tenho amizade ate hoje com todas as bandas que eu trabalhei.
Um história engraçada mais recente, aconteceu com a Fresno, estávamos no interior de Minas, e assim que a banda começou a tocar, centenas de abelhas juntaram no Bell (Baterista). Eu passei boa parte do show tirando abelha da cabeça dele (risos). Só resolveu quando peguei a minha toca e coloquei na cabeça dele,rs..acho que elas não eram muito fan de rock não,rs…
Você já trabalhou com o Raimundos há alguns anos atrás. Com a recente volta da banda com o Tico nos vocais, não cogitaram a te chamar para trabalhar com eles?
Na realidade sempre que posso eu faço alguns shows com eles, torço muito para que esta vinda do Tico possa acrescentar na banda, eles ainda tem muito público e mesmo esta geração nova de fãs pode vir a gostar da banda, basta conhecerem o trabalho.
Foto: Luringa
Não é todo show que tem uma estrutura bacana, com uma boa infra estrutura de palco, que ajude o trabalho dos roadies e técnicos. Já aconteceu isso com você?
Olha, posso afirmar que pelo menos 60% dos shows não tem uma boa estrutura, mas como roadie, nossa função é fazer com que tudo de certo, por isto a criatividade faz parte do perfil do profissional. Todo show é importante, temos que sempre fazer nosso melhor para que o público tenha o melhor show da suas vidas.
Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelos roadies antes, durante e depois do show?
Como disse acima, nossa responsabilidade é fazer com que tudo de certo, claro, as vezes vai além da nossa vontade ou esforço.
São muitas noites mal dormidas. As vezes, você tem que optar por tomar banho ou comer. Somos os primeiros a chegar no local do show e os últimos a sair.
Além de roadie de bateria e cordas, você tem qualificação profissional de Diretor de Palco, Tour Management, Produção Executiva e Consutoria Técnica. Pode nos explicar sucintamente o que faz o profissional de cada uma dessas áreas?
O diretor de palco é aquele profissional que administra entrada e saída das bandas no palco, cumprido o cronograma. Também é responssavel pela equipe de som, carregadores, enfim cuida de tudo que se refere ao palco.
O Tour Management é o gerente da turnê. Responsável por toda equipe técnica, equipamentos, em resumo tudo que se refere as estrutura de show.
O Produtor Executivo é o profissional que cuida diretamente dos artistas e seus interesses, agenda, cronograma etc.
Na consultoria técnica alem de dar todo treinamento para equipe e músicos eu também providencio toda documentação, rider, input, mapa de palco e mapa de luz.
Fale sobre o seu “Workshop Backstage” que vai apresentar em São Paulo no próximo mês!
O Workshop Backstage é um projeto que tem como objetivo qualificar os profissionais já atuantes e dar um orientação para os que querem entrar no mercado.
Na primeira etapa, nós conversamos sobre todos os profissioais e suas funções, é bom principalmente para quem quer trabalhar com música mas não sabe exatamente o que fazer e no que seu perfil se encaixa.
Na segunda etapa, falamos sobre a pré produção,cronograma, home list etc
Por fim, a parte prática: montagem de palco, passagem de som, afinação.
Todo conteúdo do WS é apostilado.
Qual foi o o maior e melhor show que você já trabalhou?
Sem dúvida o primeiro Planeta Atlântida que eu fiz com a Fresno. Mais de 40 mil pessoas cantando as músicas, foi uma satisfação pessoal mesmo, saber que está fazendo parte de tudo aquilo.
Quais são as coisas boas e ruins nessa profissão?
Boas: Ganha – se muito bem se comparado a outras profissões, viaja muito, bons hotéis, e ainda você tem a chance de trabalhar com quem você admira. Mas o melhor de tudo mesmo, são os amigos que você faz pela estrada e a experiencia de vida. Cada dia você estaáem um lugar com costumes e culturas diferentes, eu piro nisso.
Ruim: Ficar longe da família e amigos, muitas vezes sem natal ou aniversários. Não tem vínculo empregatissicio.
Qual a dica que você dá para quem quer começar nessa área?
Primeira coisa gostar realmente da profissão. Como em qualquer outra o começo não é fácil, mas busca informação, faça contatos e conquiste amigos, mostre interesse e seja bem vindo.
Conheça mais o trabalho do Zé Roadie.
Acesse:
www.myspace.com/zeroadie
www.twitter.com/zeroadiefresno
Matéria: Over Rock
Contéudo Retirado do Site:
http://overrock.nacaodamusica.com/102/entrevista-ze-roadie/